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Leonel Ximenes

ES tem o dia mais violento desde fevereiro de 2017, ano da greve da PM

Apesar do distanciamento social imposto pela pandemia do coronavírus,  13 pessoas foram assassinadas neste domingo (5) no Estado

Publicado em 06 de Abril de 2020 às 16:23

Públicado em 

06 abr 2020 às 16:23
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Data: 26/11/2019 - ES - Vitória - Viaturas da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
Viaturas da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Crédito: Carlos Alberto Silva
A Polícia Militar completou 185 anos nesta segunda-feira (6), mas não teve muitos motivos para comemorar. É que ontem, véspera do aniversário da centenária instituição, o Espírito Santo teve 13 homicídios, o dia mais violento no Estado desde a greve da PM em fevereiro de 2017.
Há pouco mais de três anos, no fatídico fevereiro de 2017, o mais sangrento foi o dia 6, quando foram contabilizados 38 assassinatos no Estado. Um dia antes, houve 17 casos. A data de 9 de fevereiro, por sua vez, registrou 15 ocorrências, enquanto o dia 7 teve 13 crimes - o mesmo índice do último domingo.
Quando comparado aos dois últimos dois anos, o índice de ontem se torna ainda mais eloquente. Aos números: a data mais violenta de 2019 foi 11 de fevereiro, quando nove pessoas foram vítimas de homicídio doloso no ES. O ano de 2018 teve como dia mais sangrento 1º de março, com 10 crimes.
Apesar de o discurso oficial ser de que o novo coronavírus é o fator preponderante para o aumento dos crimes contra a vida, a escalada da violência já vem acontecendo desde o segundo semestre do ano passado. O Estado encerrou o ano com menos de mil assassinatos, mas desde agosto de 2019 o índice de homicídios não parou de crescer entre os meses sucessores.
Os problemas não se limitam à Grande Vitória, mas também em outras cidades importantes do interior, como Linhares e Cachoeiro.

UM MINUTO DE SILÊNCIO

A violência de ontem foi lembrada na sessão virtual de hoje de manhã na Assembleia Legislativa. O deputado Danilo Bahiense (PSL), após proclamar o tradicional versículo da Bíblia na abertura da sessão, pediu um minuto de silêncio para as vítimas dos assassinatos. "Foram 20 mortos neste fim de semana", lembrou o delegado aposentado.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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